domingo, 21 de julho de 2013
A obsoleta legislação de patentes
A obsoleta legislação de patentes
17/07/2013 - Rogério Cezar De Cerqueira Leite, é físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha
Publicação: Folha de São Paulo – 15/07/2013
A legislação de propriedade intelectual inclui um aspecto claramente prejudicial aos países em desenvolvimento e a pequenas empresas.
Uma patente confere ao seu detentor monopólio de um mercado. As vantagens advindas se traduzem em maior rendimento e, portanto, maior disponibilidade financeira para pesquisas e, consequentemente, maior número de patentes. Cria-se um círculo vicioso nefasto.
Historicamente, esse malefício foi compensado com a exigência de manufatura em território do País cedente. Todavia, em finais da década de 1990, o Brasil e a maioria dos países em desenvolvimento, pressionados pelos industrializados, aceitaram acordo internacional segundo o qual, no setor de medicamentos, seriam permitidas importações de produtos patenteados em substituição à produção interna. Como consequência, no Brasil, 1.050 unidades de produção foram extintas e 350 novos projetos foram abandonados no setor de química fina.
A justificativa para a aceitação dessa reversão conceitual era a de que não haveria escala no mercado brasileiro. Ora, será que os empresários daquelas 1.050 unidades de produção recém-criadas e os dos 350 projetos não sabiam disso quando fizeram seus investimentos?
Hoje, até mesmo a insistente afirmativa do setor multinacional de que o sistema de patentes é um estímulo à pesquisa está sendo amplamente contestada. Aliás, toda evidência é de que reserva de mercado é um empecilho ao desenvolvimento tecnológico.
É trágica a observação de que, em setores essenciais para a saúde (câncer, Aids etc.), esse monopólio resulta em preços de medicamentos entre 20 e 100 vezes superiores aos custos de produção. Quanto maior o sofrimento, maior o lucro.
O crescimento exorbitante de um parasitário complexo dedicado ao litígio judicial prova que o atual sistema de patentes já é obsoleto e prejudicial. Basta lembrar que um grande número de empresas no mundo gasta com litígios (US$ 500 bilhões de1990 a2010) mais do que com pesquisas.
Nossa proposta é simples, natural e em absoluto acordo com a economia de mercado e com tratados internacionais.
1. O Governo concederá direito de produção ou importação que inclua uma ou mais inovações a qualquer solicitação, contanto que todas as informações necessárias à fabricação do produto sejam divulgadas. Preços serão determinados pelo próprio produtor.
2. Entidade oficial calculará o valor dos custos médios para inovação e desenvolvimento de produtos e processos específicos para cada setor industrial.
3. O Governo concederá a qualquer empresa nacional permissão para produzir o item em questão, contanto que seja pago ao concessionário original o valor determinado pelo procedimento. Com isso, os preços ficam autorregulamentados. Preços abusivos obteriam competição imediata. Para que o concessionário original possa se manter no mercado, os preços teriam que ser justos, pois as vantagens advindas seriam benefício suficiente para o concessionário original.
Rogério Cezar De Cerqueira Leite, é físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha
http://site.protec.org.br/artigos/29345/a-obsoleta-legislacao-de-patentes
São Paulo assina convênio de inovação com a Finep
O estado de São Paulo assina convênio com a Financiadora de Estudos de Projetos (Finep) para integrar o Inovacred, programa que oferecerá ao todo R$ 1,2 bilhão em linhas de crédito a projetos de inovação de micro, pequenas e médias empresas. A Desenvolve SP receberá R$ 80 milhões e deve começar a receber os pedidos e um mês. Com isso, as instituições brasileiras que estão no programa para receber as linhas já estão com convênios assinados.
O Badesul foi o primeiro a receber empréstimo, no fim de fevereiro, seguido pelo Banrisul e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Do total do fundo do Inovacred, criado em 2012, R$ 200 milhões são da fundação e R$ 1 bilhão é oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
"A ideia do programa é descentralizar o acesso ao crédito por parte da pequena e média empresa. Se nós operássemos sozinhos não conseguiríamos o acesso a essas empresas", afirma Glauco Arbix, presidente da Finep.
A capilaridade de agências estaduais ou regionais foi o fator decisivo para se escolher como se dariam as parcerias. Atualmente há convênios com bancos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. "Essas instituições conhecem a realidade local, sabem aonde e como alocar os recursos", diz Arbix.
Tanto empresas do setor de serviços como da indústria podem apresentar projetos de inovação. A intenção, no caso do governo paulista, é melhorar a produtividade. A estimativa da Desenvolve SP, ligada à Secretaria da Fazenda, é que 70% dos recursos sejam destinados a empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões. O restante será destinado a empresas que possuem faturamento entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões.
Os empréstimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão taxa de juros de 5% ao ano, e poderão ser pago em oito anos com dois de carência. No Norte e no Nordeste, os juros anuais serão de 3,5%.
De acordo com Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP, a agência começará a receber os projetos de interessados dentro de um mês. Não há prazo para o término da linha, que poderá ser ampliada pela Finep caso a procura exceda a oferta de crédito e funcionará até os R$ 80 milhões terem sido desembolsados. "Projetos de inovação demandam tempo maior de maturação pela empresa. É o mesmo caso para a agência, que precisa ter critérios mais técnicos para avaliar se o projeto é ligado à inovação ou não", diz Santos.
A estimativa da Finep, que responde ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é que as cerca de duas mil empresas que devem captar empréstimos consigam pagá-los ao longo dos próximos dois anos. "Mas pode demorar mais um ou dois anos para todos os desembolsos serem liberados. Os contratos de crédito para a inovação são realizados em parcelas, pois temos que acompanhar o andamento dos projetos", afirma Arbix.
http://site.protec.org.br/noticias/pagina/29352/Sao-Paulo-assina-convenio-de-inovacao-com-a-Finep
(Fonte: Valor Econômico - 19/07/2013)
SENAI e SESI lançam Edital de Inovação na segunda (22). Portal da Indústria transmite cerimônia ao vivo
SENAI e SESI lançam Edital de Inovação na segunda (22). Portal da Indústria transmite cerimônia ao vivo
http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2013/07/1,19209/senai-e-sesi-lancam-edital-de-inovacao-na-segunda-22-portal-da-industria-transmite-cerimonia-ao-vivo.html
Desde 2004, iniciativa investe em ideias inovadoras nas áreas de tecnologia, saúde, segurança, qualidade de vida, educação e cultura.
O edital tem como objetivo incentivar a inovação tecnológica e a inovação em saúde, segurança, qualidade de vida, educação e cultura, por meio de produtos, processos e serviços em empresas do setor industrial de micro, pequeno, médio e grande portes. Em cada proposta, serão avaliados quesitos como o potencial inovador e o plano de negócio.
Pode concorrer qualquer empresa do setor industrial, em parceria com os Departamentos Regionais do SENAI, do SESI, do SENAI/Cetiqt ou com o CNPq.
CALENDÁRIO - As inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 30 de setembro no site oficial do edital. Confira abaixo os prazos e datas de cada etapa:
Lançamento 22/07
Inscrições
de 22/07 a 30/09
Avaliação dos projetos
de 18/10 a 27/11
Divulgação dos resultados 13/12
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Doce D´ocê aprende a inovar com ajuda do Edital Senai de Inovação
Doce D´ocê aprende a inovar com ajuda do Edital Senai de InovaçãoA Doce
D´ocê iniciou suas atividades em abril de 1993 na própria residência da família Bazanella em Chopinzinho, Sudoeste do Paraná. Com a ajuda do marido, Noeli Alves Bazanella vendia seus produtos para vizinhos e conhecidos da cidade. Depois passou para incubadora Sebrae e, ao mesmo tempo, atendia em uma sala de 30m² no centro da cidade fazendo lanches. Em 1997, montou uma padaria em uma avenida de Chopinzinho e a partir daí começou sua expansão.
Em 2000, após três anos de planejamento, estudos e visitas, a empresa decidiu investir em um conceito inovador de panificação e confeitaria: o ultracongelamento. "É um sistema que facilita a vida de nossos clientes, que podem comprar as massas prontas, ficando apenas com a necessidade de fazer o acabamento, o que agiliza o processo", explica um dos sócios, Carlos Bazanella.
Hoje a empresa está instalada no Bairro Industrial de Chopinzinho, em uma área de mais de 60.000 m², possuindo 1.600 m² de espaço físico construído para produção e com um projeto de ampliação em andamento que dobrará a capacidade de produção da empresa até maio de 2010. Atualmente a Doce D´ocê gera 110 empregos diretos e mais de 280 indiretos. A empresa comercializa seus produtos em supermercados, mercados, panificadoras e lojas de conveniência das regiões Sudoeste, Oeste, Noroeste, Centro-Oeste, Centro-Sul, Litoral do Paraná e Oeste de Santa Catarina.
Na produção tudo se transformou: de 15 bolos produzidos por mês em 1993, para mais de 300 unidades por dia em 2009, de 300 pães franceses por dia em 1996, para mais de dois milhões de unidades por mês em 2009 e ainda um mix com mais de 300 produtos entre biscoitos, bolos, tortas, rocamboles, doces, salgados, pães e outros. Todos com um rígido controle de qualidade desde a escolha da matéria prima até a distribuição final ao cliente, garantindo o padrão dos produtos.
"A empresa tem 16 anos, permaneceu dois anos na incubadora do Sebrae e aprendeu andar com seus próprios passos, ficou fortalecida saindo para um local próprio e hoje está em uma área construída de 1.600 m². Nosso faturamento cresceu 52% no ano de 2008 comparado com 2007", afirma Bazanella.
Inovação
Em 2007 a Doce D´ocê teve um projeto contemplado no Edital Senai Inovação e instalou, dentro da empresa, um laboratório para desenvolver a fabricação da massa para bolo ultracongelada, com o auxílio do Senai.
"O fato da empresa já trabalhar com produtos ultracongelados colaborou para realizarmos uma pesquisa de mercado para criar um produto prático e de qualidade que tivesse um diferencial competitivo. A massa de bolo ultracongelada não perde as características de massas caseiras, a rapidez para o produto ficar pronto também é destaque dando condições a todo consumidor utilizar a massa com segurança. Estamos fazendo a comercialização do produto em nossa região nas embalagens de um quilo e queremos produzir e vender cinco mil quilos por mês. Na sequência expandiremos para outras regiões", afirma.
Para o empresário, o edital Senai foi um divisor de águas para a empresa e mostrou que mesmo sendo uma pequena empresa é possível inovar com produtos de qualidade. "Não temos área de pesquisa e desenvolvimento na empresa, porém isso não impede de sermos criativos e buscarmos parceiros como o Senai que nos dá todo suporte para projetos de inovação. O desenvolvimento desta pesquisa e a realização deste projeto colocaram a empresa a frente da concorrência com vantagem competitiva. Pretendemos participar do edital novamente, pois vale muito a pena", conclui.
(Fonte: Fernanda Magnani para Notícias Protec - 22/12/2009)
Fonte: http://www.protec.org.br/casos_sucesso_detalhe.php?id=71
D´ocê iniciou suas atividades em abril de 1993 na própria residência da família Bazanella em Chopinzinho, Sudoeste do Paraná. Com a ajuda do marido, Noeli Alves Bazanella vendia seus produtos para vizinhos e conhecidos da cidade. Depois passou para incubadora Sebrae e, ao mesmo tempo, atendia em uma sala de 30m² no centro da cidade fazendo lanches. Em 1997, montou uma padaria em uma avenida de Chopinzinho e a partir daí começou sua expansão.
Em 2000, após três anos de planejamento, estudos e visitas, a empresa decidiu investir em um conceito inovador de panificação e confeitaria: o ultracongelamento. "É um sistema que facilita a vida de nossos clientes, que podem comprar as massas prontas, ficando apenas com a necessidade de fazer o acabamento, o que agiliza o processo", explica um dos sócios, Carlos Bazanella.
Hoje a empresa está instalada no Bairro Industrial de Chopinzinho, em uma área de mais de 60.000 m², possuindo 1.600 m² de espaço físico construído para produção e com um projeto de ampliação em andamento que dobrará a capacidade de produção da empresa até maio de 2010. Atualmente a Doce D´ocê gera 110 empregos diretos e mais de 280 indiretos. A empresa comercializa seus produtos em supermercados, mercados, panificadoras e lojas de conveniência das regiões Sudoeste, Oeste, Noroeste, Centro-Oeste, Centro-Sul, Litoral do Paraná e Oeste de Santa Catarina.
Na produção tudo se transformou: de 15 bolos produzidos por mês em 1993, para mais de 300 unidades por dia em 2009, de 300 pães franceses por dia em 1996, para mais de dois milhões de unidades por mês em 2009 e ainda um mix com mais de 300 produtos entre biscoitos, bolos, tortas, rocamboles, doces, salgados, pães e outros. Todos com um rígido controle de qualidade desde a escolha da matéria prima até a distribuição final ao cliente, garantindo o padrão dos produtos.
"A empresa tem 16 anos, permaneceu dois anos na incubadora do Sebrae e aprendeu andar com seus próprios passos, ficou fortalecida saindo para um local próprio e hoje está em uma área construída de 1.600 m². Nosso faturamento cresceu 52% no ano de 2008 comparado com 2007", afirma Bazanella.
Inovação
Em 2007 a Doce D´ocê teve um projeto contemplado no Edital Senai Inovação e instalou, dentro da empresa, um laboratório para desenvolver a fabricação da massa para bolo ultracongelada, com o auxílio do Senai.
"O fato da empresa já trabalhar com produtos ultracongelados colaborou para realizarmos uma pesquisa de mercado para criar um produto prático e de qualidade que tivesse um diferencial competitivo. A massa de bolo ultracongelada não perde as características de massas caseiras, a rapidez para o produto ficar pronto também é destaque dando condições a todo consumidor utilizar a massa com segurança. Estamos fazendo a comercialização do produto em nossa região nas embalagens de um quilo e queremos produzir e vender cinco mil quilos por mês. Na sequência expandiremos para outras regiões", afirma.
Para o empresário, o edital Senai foi um divisor de águas para a empresa e mostrou que mesmo sendo uma pequena empresa é possível inovar com produtos de qualidade. "Não temos área de pesquisa e desenvolvimento na empresa, porém isso não impede de sermos criativos e buscarmos parceiros como o Senai que nos dá todo suporte para projetos de inovação. O desenvolvimento desta pesquisa e a realização deste projeto colocaram a empresa a frente da concorrência com vantagem competitiva. Pretendemos participar do edital novamente, pois vale muito a pena", conclui.
(Fonte: Fernanda Magnani para Notícias Protec - 22/12/2009)
Fonte: http://www.protec.org.br/casos_sucesso_detalhe.php?id=71
Inovação tecnológica em purificadores de água
novação tecnológica em purificadores de águaUm revestimento bactericida formado por nanopartículas de cerâmica e prata para aplicação em reservatórios de bebedouros e purificadores de água foi desenvolvido pela Nanox Tecnologia, com sede em São Carlos, no interior paulista.
A empresa, que conta com apoio do programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu a invenção em parceria com pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da fundação paulista.
A tecnologia consiste em uma resina aplicada internamente nos reservatórios de água, de modo a formar uma película que inibe a proliferação de bactérias e toxinas. O revestimento interno, formado por nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) e prata, penetra nas células dos microorganismos presentes na água para destruir suas funções vitais.
"O revestimento é aplicado nas cubas de aço inox que armazenam a água no interior dos bebedouros. A água nesses reservatórios fica imprópria para consumo depois de cerca de dois dias. Com a tecnologia, a grande vantagem é que a água pode ficar parada durante até dez dias na cuba sem perder qualidade", disse Gustavo Simões, presidente da Nanox, à Agência Fapesp.
"No bebedouro, a água encanada passa por filtros onde é totalmente limpa e purificada. O problema é que o contato humano com as torneiras externas acaba produzindo bactérias no reservatório interno do equipamento, que é úmido e escuro - o ambiente ideal para esses microorganismos se reproduzirem e proliferarem", explica.
Segundo ele, se não houver nenhum tipo de abrasão - ou uma raspagem vigorosa com palha de aço -, o revestimento nanobactericida na cuba interna tem a mesma vida útil do próprio bebedouro.
"A tecnologia não tem seletividade e elimina qualquer tipo de bactéria por meio de pequenos choques que ocorrem na própria cuba, em cuja superfície vivem 99% das bactérias, já que é onde elas conseguem se alimentar", aponta.
Criada em janeiro de 2005, a empresa, especializada no desenvolvimento de materiais inteligentes por meio da síntese de óxidos e metais nanoestruturados, foi formada por três pesquisadores do Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), vinculado ao Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).
"As tecnologia da empresa vêm sendo desenvolvidas com base em um tripé que une a capacidade empreendedora da Nanox, os recursos de fomento de instituições como a Fapesp e a parceria estabelecida ao longo desses anos com a Unesp", aponta Gustavo Simões.
As tecnologias de revestimento da Nanox Tecnologia, que recebeu o prêmio Inovação Tecnológica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em 2007 na categoria Pequena Empresa, também podem ser aplicadas em vidros, metais, cerâmicas e plásticos que necessitam ficar livres de microorganismos prejudiciais à saúde.
Fonte: Agência Fapesp - 07/10/2009)
http://www.protec.org.br/casos_sucesso_detalhe.php?id=142
A empresa, que conta com apoio do programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu a invenção em parceria com pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da fundação paulista.
A tecnologia consiste em uma resina aplicada internamente nos reservatórios de água, de modo a formar uma película que inibe a proliferação de bactérias e toxinas. O revestimento interno, formado por nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) e prata, penetra nas células dos microorganismos presentes na água para destruir suas funções vitais.
"O revestimento é aplicado nas cubas de aço inox que armazenam a água no interior dos bebedouros. A água nesses reservatórios fica imprópria para consumo depois de cerca de dois dias. Com a tecnologia, a grande vantagem é que a água pode ficar parada durante até dez dias na cuba sem perder qualidade", disse Gustavo Simões, presidente da Nanox, à Agência Fapesp.
"No bebedouro, a água encanada passa por filtros onde é totalmente limpa e purificada. O problema é que o contato humano com as torneiras externas acaba produzindo bactérias no reservatório interno do equipamento, que é úmido e escuro - o ambiente ideal para esses microorganismos se reproduzirem e proliferarem", explica.
Segundo ele, se não houver nenhum tipo de abrasão - ou uma raspagem vigorosa com palha de aço -, o revestimento nanobactericida na cuba interna tem a mesma vida útil do próprio bebedouro.
"A tecnologia não tem seletividade e elimina qualquer tipo de bactéria por meio de pequenos choques que ocorrem na própria cuba, em cuja superfície vivem 99% das bactérias, já que é onde elas conseguem se alimentar", aponta.
Criada em janeiro de 2005, a empresa, especializada no desenvolvimento de materiais inteligentes por meio da síntese de óxidos e metais nanoestruturados, foi formada por três pesquisadores do Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), vinculado ao Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).
"As tecnologia da empresa vêm sendo desenvolvidas com base em um tripé que une a capacidade empreendedora da Nanox, os recursos de fomento de instituições como a Fapesp e a parceria estabelecida ao longo desses anos com a Unesp", aponta Gustavo Simões.
As tecnologias de revestimento da Nanox Tecnologia, que recebeu o prêmio Inovação Tecnológica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em 2007 na categoria Pequena Empresa, também podem ser aplicadas em vidros, metais, cerâmicas e plásticos que necessitam ficar livres de microorganismos prejudiciais à saúde.
Fonte: Agência Fapesp - 07/10/2009)
http://www.protec.org.br/casos_sucesso_detalhe.php?id=142
Um consenso sobre a inovação tecnológica no Brasil
Um consenso sobre a inovação tecnológica no Brasil17/02/2011 - Wellington Freire
Publicação: O Globo
Observando a criatividade dos comerciantes da favela de Heliópolis, em São Paulo, para atender as necessidades de abastecimento dos seus moradores, a revista britânica "The Economist" disse, em reportagem publicada no final do ano passado, que o Brasil poderia buscar inspiração nas suas favelas para criar produtos e negócios mais inovadores para o seu mercado interno.
Apesar do sucesso internacional da economia brasileira, as nossas empresas estão fazendo bem menos do que suas rivais da Índia e da China (falando apenas dos BRICs) para dominar a arte de produzir mercadorias baratas para as massas. Se produtos e serviços inteligentes para os mais pobres enchem as prateleiras das lojas hoje no País, a quase totalidade é pensada e produzida no exterior, especialmente na China.
A reportagem da revista "The Economist" chama assim a atenção para um fato particular do desenvolvimento nacional que contraria um fundamento geral da teoria econômica, onde se aprende que o que deve ser exportado, por razões óbvias, é o excedente e não o principal da produção. Por conta da dinâmica econômica brasileira, marcada historicamente pela dependência externa, as empresas são estimuladas a buscar o mercado global, em detrimento da produção de mercadorias para consumidores locais.
Criar, então, produtos mais inteligentes e, portanto, mais inovadores, para os brasileiros, nos coloca de frente não apenas com o perfil tradicional da indústria nacional, mas também com a questão de como equacionar a relação entre ciência, tecnologia e inovação. Coisas que, apesar de distintas, aqui são sempre postas no mesmo escaninho de políticas públicas sob a sigla genérica de CT&I. Das três, para as empresas, a inovação é a pedra angular, já que é pilar estruturante da competitividade econômica.
Por isso, um confronto da posição do País diante dos concorrentes internacionais, no quesito Inovação, está hoje longe de nos tranquilizar. Um estudo divulgado pelo Fórum Econômico Mundial mostra que o Brasil caiu da 50ª para a 68ª posição no ranking mundial em 2010. Já dentre os países latino-americanos, onde era o 3º mais bem classificado até 2009, o país ficou apenas na 7ª posição ano passado, perdendo para nações como Chile, Uruguai e Costa Rica.
Já o Índice Global de Inovação, registra os obstáculos do setor no Brasil: infraestrutura deficiente, desigualdades sociais, falta de grandes investimentos em educação primária e secundária, e, por último, mas não menos importante, as dificuldades de proteção da propriedade intelectual. A par dessas deficiências estruturais, o Brasil precisa desenvolver um consenso em torno da inovação que leve em consideração as empresas.
Reconhecemos o papel fundamental e estimulador da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência e Tecnologia na concessão de créditos financeiros, ainda que falte um melhor entendimento do Governo em outras áreas. Apesar dos reconhecidos avanços trazidos pela Lei de Inovação, assinada pelo presidente Lula em 2004, especialmente no seu Capítulo IV denominado "do Estímulo à inovação nas empresas", ainda hoje o processo de registro de uma patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) demora de 8 a 10 anos. Essas inconsistências explicam, em parte, a baixa atividade das empresas brasileiras.
Nesse sentido, o País poderia considerar a longa contribuição de algumas empresas multinacionais sediadas no País, principalmente as que possuem uma visão, como a IBM, de que a inovação não está mais restrita aos laboratórios de P&D das grandes empresas ou das universidades, mas que pode estar, como no alerta da "The Economist", até mesmo nas favelas. Através de parcerias com essas empresas poderemos não só inserir inovações brasileiras no mercado global, mas também incrementar a inovação nativa.
Muitas vezes, a vida prática, como o dia a dia em uma favela de São Paulo, Rio ou Distrito Federal, coloca para as empresas demandas inovadoras a partir da boa idéia de alguém, que o mundo corporativo transforma em produto. A liberdade de criar olhando, fazendo e quebrando a cabeça para fazer melhor aquilo que outros fizeram antes vem sendo um dos mais potentes motores do desenvolvimento tecnológico nos países do leste asiático, hoje líderes nos processos de inovação no mundo. O Japão, depois da Segunda Guerra Mundial, e a China, Coréia do Sul e Cingapura são exemplos vivos de que esse modo de pensar pode dar certo.
A inovação brasileira é um jogo complexo, mas necessário para apoiar o desenvolvimento econômico do País. Entendemos que o futuro do Brasil, depende não apenas da educação formal de seu povo, mas também da sua capacidade de inovar e de gerar patentes que possam ser acrescentadas aos resultados de sua economia.
Mas é preciso entender que cabe às empresas a criação, produção e colocação no mercado dos produtos resultantes da inovação. Esse protagonismo empresarial implica responsabilidades, mas exige, por outro lado, instrumentos públicos desenhados com clareza, de acordo com as necessidades e imperativos para fazer da inovação uma ferramenta real de alavancagem da economia do país. Esse é o consenso que precisamos atingir.
Wellington Freire é presidente da empresa vencedora do prêmio Finep "Pequena Empresa mais Inovadora do Brasil" em 2010.
Fonte: http://www.protec.org.br/artigos_detalhe.php?id=418&Um consenso sobre a inovação tecnológica no Brasil
Publicação: O Globo
Observando a criatividade dos comerciantes da favela de Heliópolis, em São Paulo, para atender as necessidades de abastecimento dos seus moradores, a revista britânica "The Economist" disse, em reportagem publicada no final do ano passado, que o Brasil poderia buscar inspiração nas suas favelas para criar produtos e negócios mais inovadores para o seu mercado interno.
Apesar do sucesso internacional da economia brasileira, as nossas empresas estão fazendo bem menos do que suas rivais da Índia e da China (falando apenas dos BRICs) para dominar a arte de produzir mercadorias baratas para as massas. Se produtos e serviços inteligentes para os mais pobres enchem as prateleiras das lojas hoje no País, a quase totalidade é pensada e produzida no exterior, especialmente na China.
A reportagem da revista "The Economist" chama assim a atenção para um fato particular do desenvolvimento nacional que contraria um fundamento geral da teoria econômica, onde se aprende que o que deve ser exportado, por razões óbvias, é o excedente e não o principal da produção. Por conta da dinâmica econômica brasileira, marcada historicamente pela dependência externa, as empresas são estimuladas a buscar o mercado global, em detrimento da produção de mercadorias para consumidores locais.
Criar, então, produtos mais inteligentes e, portanto, mais inovadores, para os brasileiros, nos coloca de frente não apenas com o perfil tradicional da indústria nacional, mas também com a questão de como equacionar a relação entre ciência, tecnologia e inovação. Coisas que, apesar de distintas, aqui são sempre postas no mesmo escaninho de políticas públicas sob a sigla genérica de CT&I. Das três, para as empresas, a inovação é a pedra angular, já que é pilar estruturante da competitividade econômica.
Por isso, um confronto da posição do País diante dos concorrentes internacionais, no quesito Inovação, está hoje longe de nos tranquilizar. Um estudo divulgado pelo Fórum Econômico Mundial mostra que o Brasil caiu da 50ª para a 68ª posição no ranking mundial em 2010. Já dentre os países latino-americanos, onde era o 3º mais bem classificado até 2009, o país ficou apenas na 7ª posição ano passado, perdendo para nações como Chile, Uruguai e Costa Rica.
Já o Índice Global de Inovação, registra os obstáculos do setor no Brasil: infraestrutura deficiente, desigualdades sociais, falta de grandes investimentos em educação primária e secundária, e, por último, mas não menos importante, as dificuldades de proteção da propriedade intelectual. A par dessas deficiências estruturais, o Brasil precisa desenvolver um consenso em torno da inovação que leve em consideração as empresas.
Reconhecemos o papel fundamental e estimulador da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência e Tecnologia na concessão de créditos financeiros, ainda que falte um melhor entendimento do Governo em outras áreas. Apesar dos reconhecidos avanços trazidos pela Lei de Inovação, assinada pelo presidente Lula em 2004, especialmente no seu Capítulo IV denominado "do Estímulo à inovação nas empresas", ainda hoje o processo de registro de uma patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) demora de 8 a 10 anos. Essas inconsistências explicam, em parte, a baixa atividade das empresas brasileiras.
Nesse sentido, o País poderia considerar a longa contribuição de algumas empresas multinacionais sediadas no País, principalmente as que possuem uma visão, como a IBM, de que a inovação não está mais restrita aos laboratórios de P&D das grandes empresas ou das universidades, mas que pode estar, como no alerta da "The Economist", até mesmo nas favelas. Através de parcerias com essas empresas poderemos não só inserir inovações brasileiras no mercado global, mas também incrementar a inovação nativa.
Muitas vezes, a vida prática, como o dia a dia em uma favela de São Paulo, Rio ou Distrito Federal, coloca para as empresas demandas inovadoras a partir da boa idéia de alguém, que o mundo corporativo transforma em produto. A liberdade de criar olhando, fazendo e quebrando a cabeça para fazer melhor aquilo que outros fizeram antes vem sendo um dos mais potentes motores do desenvolvimento tecnológico nos países do leste asiático, hoje líderes nos processos de inovação no mundo. O Japão, depois da Segunda Guerra Mundial, e a China, Coréia do Sul e Cingapura são exemplos vivos de que esse modo de pensar pode dar certo.
A inovação brasileira é um jogo complexo, mas necessário para apoiar o desenvolvimento econômico do País. Entendemos que o futuro do Brasil, depende não apenas da educação formal de seu povo, mas também da sua capacidade de inovar e de gerar patentes que possam ser acrescentadas aos resultados de sua economia.
Mas é preciso entender que cabe às empresas a criação, produção e colocação no mercado dos produtos resultantes da inovação. Esse protagonismo empresarial implica responsabilidades, mas exige, por outro lado, instrumentos públicos desenhados com clareza, de acordo com as necessidades e imperativos para fazer da inovação uma ferramenta real de alavancagem da economia do país. Esse é o consenso que precisamos atingir.
Wellington Freire é presidente da empresa vencedora do prêmio Finep "Pequena Empresa mais Inovadora do Brasil" em 2010.
Fonte: http://www.protec.org.br/artigos_detalhe.php?id=418&Um consenso sobre a inovação tecnológica no Brasil
Volks vai investir R$ 360 milhões para ampliar fábrica de Taubaté
Volks vai investir R$ 360 milhões para ampliar fábrica de Taubaté 21 de Fevereiro de 2011
A Volkswagen vai investir R$ 360 milhões para ampliar a capacidade da fábrica de Taubaté, com a construção de uma nova área de pintura. A produção diária da fábrica passará de 1.050 para 1.300 veículos, quando a ampliação for concluída.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18/02) pelo presidente da montadora, Thomas Schmall, durante evento de lançamento da pedra fundamental da nova área, que terá 65 mil metros quadrados e deve iniciar suas operações a partir de dezembro de 2012.
A fábrica de Taubaté emprega atualmente 5.200 funcionários e completa neste ano 35 anos de atividade. A montadora prevê novas contratações para a nova ala de pintura, mas não detalha números. No ano passado, a fábrica de Taubaté atingiu seu recorde de produção, com 280 mil automóveis. Na unidade, são feitos o Novo Gol e Novo Voyage.
A linha de pintura é a que exige maior investimento no processo produtivo de uma montadora. Os preparativos para a operação vão durar dois anos. O investimento no projeto está inserido no plano de R$ 6,2 bilhões anunciado pelo grupo para o período de 2010 a 2014.
Para resolver os gargalos em sua produção, a Volks também fez investimentos no setor de pintura da fábrica de São Bernardo do Campo (ABC paulista), em dezembro passado, que ampliarão a capacidade de produção diária em 23%.
"A tecnologia que será usada em Taubaté é mais avançada e está alinhada com a que existe em países como Alemanha e Estados Unidos. Os processos e equipamentos usados emitem menos poluentes e consomem menos energia", disse Schmall.
A nova área de Taubaté, totalmente automatizada, terá 70 robôs que trabalharão na pintura interna e externa dos carros. Com a tecnologia, será eliminada uma camada de tinta do processo e uso de tinta à base de água, o que diminui o uso de solventes.
Novos modelos
A Volks estima aumentar a produção entre 5% e 6% neste ano. Em 2010, foram a montadora fabricados 823 mil no Brasil. Também mantém os planos de fazer 23 lançamentos, incluindo novos modelos e reestilizados. Uma das prioridades da Volks deve ser um novo modelo de carro popular para atrair os consumidores jovens. Hoje o carro mais barato da montadora é o Gol G4, que custa por volta de R$ 26 mil.
"O segmento de carros populares tem cerca de 7% de participação de mercado e pode dobrar nos próximos anos. Temos de ter produtos para esse público", disse Schmall.
"Desmontadoras"
Durante o evento, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que o Governo quer formar uma parceria com as montadoras e a Anfavea (associação de montadoras), para um projeto de reciclagem de automóveis.
"A ideia é reaproveitar o aço e outras peças, reciclar e gerar novos negócios. É uma forma de baratear custos para os fabricantes de veículos, além de investir na área ambiental. Hoje existem 100 mil carros entupindo os pátios de São Paulo e contaminado o solo", disse.
"Os investimentos são feitos sempre para abrir novas fábricas, novas montadoras. Queremos propor parcerias para criar 'desmontadoras'", completou.
Um dos primeiros passos é criar "pátios legais", onde os carros apreendidos irregularmente (fora dos padrões ambientais ou com débitos) possam ser alojados e reutilizados. Hoje, 35% da frota está fora dos padrões de inspeção veicular e segurança, estima o vice-governador. O primeiro pátio deverá ser criado neste ano em caráter experimental na cidade de São Paulo.
(Fonte: Folha de S. Paulo - 18/02/2011)
http://www.protec.org.br/noticias_detalhe.php?id=17327
A Volkswagen vai investir R$ 360 milhões para ampliar a capacidade da fábrica de Taubaté, com a construção de uma nova área de pintura. A produção diária da fábrica passará de 1.050 para 1.300 veículos, quando a ampliação for concluída.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18/02) pelo presidente da montadora, Thomas Schmall, durante evento de lançamento da pedra fundamental da nova área, que terá 65 mil metros quadrados e deve iniciar suas operações a partir de dezembro de 2012.
A fábrica de Taubaté emprega atualmente 5.200 funcionários e completa neste ano 35 anos de atividade. A montadora prevê novas contratações para a nova ala de pintura, mas não detalha números. No ano passado, a fábrica de Taubaté atingiu seu recorde de produção, com 280 mil automóveis. Na unidade, são feitos o Novo Gol e Novo Voyage.
A linha de pintura é a que exige maior investimento no processo produtivo de uma montadora. Os preparativos para a operação vão durar dois anos. O investimento no projeto está inserido no plano de R$ 6,2 bilhões anunciado pelo grupo para o período de 2010 a 2014.
Para resolver os gargalos em sua produção, a Volks também fez investimentos no setor de pintura da fábrica de São Bernardo do Campo (ABC paulista), em dezembro passado, que ampliarão a capacidade de produção diária em 23%.
"A tecnologia que será usada em Taubaté é mais avançada e está alinhada com a que existe em países como Alemanha e Estados Unidos. Os processos e equipamentos usados emitem menos poluentes e consomem menos energia", disse Schmall.
A nova área de Taubaté, totalmente automatizada, terá 70 robôs que trabalharão na pintura interna e externa dos carros. Com a tecnologia, será eliminada uma camada de tinta do processo e uso de tinta à base de água, o que diminui o uso de solventes.
Novos modelos
A Volks estima aumentar a produção entre 5% e 6% neste ano. Em 2010, foram a montadora fabricados 823 mil no Brasil. Também mantém os planos de fazer 23 lançamentos, incluindo novos modelos e reestilizados. Uma das prioridades da Volks deve ser um novo modelo de carro popular para atrair os consumidores jovens. Hoje o carro mais barato da montadora é o Gol G4, que custa por volta de R$ 26 mil.
"O segmento de carros populares tem cerca de 7% de participação de mercado e pode dobrar nos próximos anos. Temos de ter produtos para esse público", disse Schmall.
"Desmontadoras"
Durante o evento, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que o Governo quer formar uma parceria com as montadoras e a Anfavea (associação de montadoras), para um projeto de reciclagem de automóveis.
"A ideia é reaproveitar o aço e outras peças, reciclar e gerar novos negócios. É uma forma de baratear custos para os fabricantes de veículos, além de investir na área ambiental. Hoje existem 100 mil carros entupindo os pátios de São Paulo e contaminado o solo", disse.
"Os investimentos são feitos sempre para abrir novas fábricas, novas montadoras. Queremos propor parcerias para criar 'desmontadoras'", completou.
Um dos primeiros passos é criar "pátios legais", onde os carros apreendidos irregularmente (fora dos padrões ambientais ou com débitos) possam ser alojados e reutilizados. Hoje, 35% da frota está fora dos padrões de inspeção veicular e segurança, estima o vice-governador. O primeiro pátio deverá ser criado neste ano em caráter experimental na cidade de São Paulo.
(Fonte: Folha de S. Paulo - 18/02/2011)
http://www.protec.org.br/noticias_detalhe.php?id=17327
Assinar:
Postagens (Atom)